Diário de um feijão

quarta-feira, abril 21, 2004


É preciso continuar respirando
Porque amanhã o sol nasce de novo
E não se sabe o que a maré vai trazer
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domingo, abril 11, 2004


Foi por isso que o tempo virou... Sábado consegui matar a saudade de duas grandes amigas que não via há meses. Uma mora em Londres e outra em São Paulo. Nem acredito que deu tudo certo.

Recarreguei os cartuchos para ficar mais alguns meses sem vê-las. Tudo bem. A saudade só é boa quando a gente sabe que vai matá-la.
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sexta-feira, março 26, 2004


Mau Humor

Lula Vieira

Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um
artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo
preconceito com quem usa a expressão "agregar valor".

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas
conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum
natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que
adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples
menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é
seu ideal como companhia numa madrugada?? Sei lá, não sei. Não consigo me
lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.

Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê.
Vai ver que transmite algum sintoma de chatice.
Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do
computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me
irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um
flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados
tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e
tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.

Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não
suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a
pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva".
Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.

Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.
E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente
numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?
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sábado, março 20, 2004


Chegou hoje a minha estação preferida.
A cidade fica bem mais gostosa nesses meses do ano...

"Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris:
Outono no Rio!!"
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sexta-feira, março 05, 2004


Que o Marcos Palmeiras é LINDO todo mundo sabe.
Mas alguém já reparou no tamanho das orelhas dele?!?
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quinta-feira, fevereiro 19, 2004


Oxalá

Meu horóscopo hoje está uma beleza. Tomara!

"Diminuem as suas inseguranças e seus medos. Visão clara dos próprios sentimentos. Possibilidades maiores de atingir seus objetivos. Firmeza. Hoje há uma liberação do seu potencial de realização, de execução. Aja."
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sexta-feira, janeiro 23, 2004


Essa música é breguinha mas eu AMO
Tô com ela na cabeça hoje...

"Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
Sinto falta de você
Anjo bom, amor perfeito no meu peito
Sem você não sei viver

Vem que eu conto os dias conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você

Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar
Até quando te querendo, te amando
Coração quer te encontrar

Vem que nos seus braços esse amor é uma canção
E eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você

Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem"

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quarta-feira, janeiro 14, 2004


Quem já perdeu seu ilustre tempo passando por esse blog já deve ter percebido que gosto muito mais dos textos dos outros do que dos meus.
Aí vai mais um, sutilmente afanado do blog da amiga Renata Victal.

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos
os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a
felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

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