| Diário de um feijão |
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sexta-feira, janeiro 23, 2004
Essa música é breguinha mas eu AMO
Tô com ela na cabeça hoje... "Fecho os olhos pra não ver passar o tempo Sinto falta de você Anjo bom, amor perfeito no meu peito Sem você não sei viver Vem que eu conto os dias conto as horas pra te ver Eu não consigo te esquecer Cada minuto é muito tempo sem você, sem você Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar Até quando te querendo, te amando Coração quer te encontrar Vem que nos seus braços esse amor é uma canção E eu não consigo te esquecer Cada minuto é muito tempo sem você, sem você Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem" Comments: quarta-feira, janeiro 14, 2004
Quem já perdeu seu ilustre tempo passando por esse blog já deve ter percebido que gosto muito mais dos textos dos outros do que dos meus.
Aí vai mais um, sutilmente afanado do blog da amiga Renata Victal. Viver não dói Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Comments:
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