| Diário de um feijão |
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sexta-feira, novembro 29, 2002
Presente
Um precioso pot-pourri do meu amigo Antero Gomes: "A paciência também é revolucionária" Agostinho Neto (Angola) "Se tu me amas, ama-me baixinho Não grites do telhado Não espantes os passarinhos" Mario Quintana "O primeiro amor passou O segundo amor passou O terceiro amor passou Mas o coração continua" Carlos Drummond de Andrade "Como dois e dois são quatro Sei que a vida vale a pena Embora o pão seja caro E a liberdade pequena" Ferreira Gullar Comments: terça-feira, novembro 26, 2002
Mudanças
Graças à minha diva da internet, Renata Victal, agora o meu blog está com nova cara (simplisinha, é verdade, mas sou fã da simplicidade...) e com sistema de comentários. Muito chique isso. Espero que o esforço amistoso da Renata não tenha sido em vão. Ou seja, comentem, plis... Comments: segunda-feira, novembro 25, 2002
MULHER
Que mulher nunca comeu: Uma caixa de Bis, por ansiedade, Uma alface, no almoço, por vaidade Ou um canalha, por saudade? Que mulher nunca teve: Um sutiã meio furado, Um tio meio tarado Ou um amigo meio viado? Que mulher nunca temeu: Uma consulta dentária, Passar atestado de otária Ou a incontinência urinária? Que mulher nunca tomou: Um fora de querer sumir, Um porre de cair Ou um lexotan prá dormir? Que mulher nunca sonhou: Com o marido da melhor amiga, Com a sogra morta, estendida Ou com uma lipo na barriga? Que mulher nunca pensou: Em zunir uma panela, Jogar os filhos pela janela Ou que a culpa era toda dela? Que mulher nunca penou: Pra ter a perna depilada, Pra aturar uma empregada Ou pra trabalhar menstruada? Que mulher nunca gozou: Pensando que era amor, Dentro de um elevador Ou com a ponta do indicador? Que mulher nunca pediu: Um dinheiro que nunca pagou, Um perdão que nunca rolou Ou licença porque o "Chico" chegou? Que mulher nunca perdeu: A compostura no trabalho, Uma festa por um jogo de baralho Ou uma amiga por um caralho? Que mulher nunca dormiu: Sem tirar a maquiagem, Ouvindo muita bobagem Ou no meio de uma sacanagem? Que mulher nunca acordou: Com um desconhecido ao lado, Com o cabelo desgrenhado Ou com o travesseiro babado? Que mulher nunca sofreu: Um assédio sexual, Dor de corno por um bossal Ou uma comichão vaginal? Que mulher nunca apertou: O pé no sapato pra caber, A barriga pra emagrecer Ou um fininho pra enlouquecer? Que mulher nunca jurou: Que não estava ao telefone, Que nem pensa em silicone Ou que "dele" não lembra nem o nome? Que mulher suportaria: Ser chamada de bolota, Ter pau, ao invés de xoxota Ou ler toda essa coisa idiota? (do livro TAPA DE HUMOR NÃO DÓI do grupo carioca GRELO FALANTE) Comments: quinta-feira, novembro 14, 2002
A pressa... (parte 2)
O filme "Fale com Ela", do Almodóvar, é mais um exemplo da pressa que as palavras têm de ser ditas, antes que o tempo tire delas toda a sua importância, como foi dito no post anterior. Quem não viu o filme, veja. É primoroso. Comments: quarta-feira, novembro 13, 2002
A pressa das palavras
"Rogou a Deus que lhe concedesse ao menos um instante para que ele não partisse sem saber quanto o amara por cima das dúvidas de ambos e sentiu a premência irresistível de começar a vida com ele outra vez desde o começo para que se dissessem tudo o que tinha ficado sem dizer, e fizessem bem qualquer coisa que tivesse feito mal no passado. Mas teve que render-se à intransigência da morte." Gabriel Garcia Márquez, em O Amor nos Tempos do Cólera. Daí a importância de saber dizer, com urgência, e não deixar de dizer a quem interessar possa o que se tem de bom no coração... Coisa que se aprende com o tempo e mesmo assim deixamos de praticar. Comments: terça-feira, novembro 12, 2002
Chato
Os virginianos são metódicos, chegados a um ritual. E por isso, chatos até o fio do cabelo. O que me preocupa, diante disso, é que, acostumados e simpáticos com as chatices, o que dizer daquilo que os virginianos acham chato? O prenúncio do fim do mundo!!!! Estou preocupada comigo. Tenho achado tudo muito chato: o mesmo porteiro para dar bom dia, o mesmo ônibus que vira a mesma curva e me pega no mesmo ponto, o mesmo caminho, o mesmo trabalho, o mesmo computador, o mesmo café, e-o-que-é-pior: as mesmas caras!!! Socorro, eu quero férias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Comments:
Promessa de Amor
Construirei para ti uma casa terrestre, feita de pão e luz e música, onde caibas apenas tu e não haja espaço para os intrusos E quando, à noite nos amarmos, como se amaram o primeiro homem e a primeira mulher, mandarei que repiquem os tambores Para que saibam todos que voltaram ao mundo o primeiro homem e a primeira mulher. João Mello (Angola) Comments: terça-feira, novembro 05, 2002
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