Diário de um feijão

segunda-feira, dezembro 08, 2003


Confronto

Bateu Amor à porta da Loucura
"Deixa-me entrar, pediu, sou teu irmão.
Só tu me limparás da lama escura
a que me conduziu minha paixão."

A Loucura desdenha recebê-lo,
sabendo quanto Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vê-lo,
de humano que era, assim tão inumano.

E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu.
Mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu,
enquanto me retiro, sem destino,
pois não sei de mais triste desatino
que este mal sem perdão, o mal de amar."

Carlos Drummond de Andrade (A paixão medida)
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Elas chegaram!!!!!!!!!
ESTOU DE FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!
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sexta-feira, novembro 28, 2003


"Eu te quero não por quem és, mas por quem sou quando estou contigo".

Gabriel García Márquez

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sexta-feira, novembro 14, 2003


Podem fazer uma bolinha no calendário, marcar na agenda e colocar o celular para despertar. Será no dia 6 de dezembro a grande e inédita festa brega do Rio de Janeiro. Depois dela, os fatos serão marcados com A.F e D.F (Antes da Festa e Depois da Festa). Trata-se de um marco no calendário da humanidade. Atenção. Depois não digam que eu não avisei.
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quarta-feira, novembro 05, 2003


"Alegrias, as desmedidas.
Dores, as não curtidas.
Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inexequíveis.
Meninas, as veras.
Mulheres, insinceras.
Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.
Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.
Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.
Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.
Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.
Cores, o rubro.
Meses, outubro.
Elemento, o fogo.
Divindade, o logos.
Vida, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas."

Bertold Bretch
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terça-feira, novembro 04, 2003


"Nada temos a temer
Exceto as palavras"

Em O Caso Morel, Rubem Fonseca
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sexta-feira, outubro 31, 2003


Viva a sexta-feira, dia de chutar o balde e detonar a dieta!!!

Não comerei da alface a verde pétala
Vinícius de Moraes


Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro; dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.
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quinta-feira, outubro 23, 2003


Hoje faz dez anos que tudo começou...
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segunda-feira, outubro 20, 2003


"O que salva a gente é o humor.
E a primeira regra é não levar a sério a si mesmo"

Ouvi isso no sábado. Gostei.
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segunda-feira, outubro 13, 2003


10 perguntas da série "O que se passa pela cabeça de Manoel Carlos?"

Por Joana Ribeiro

O último capítulo de Mulheres Apaixonadas foi um dos piores já vistos. Na correria para dar um desfecho às centenas de personagens que criou, o autor se perdeu por completo. Há perguntas que martelam minha cabeça desde a fatídica noite de sexta-feira:

1- Por que a avó de Salete foi à festa de formatura da Escola Ribeiro Alves? E ainda por cima acompanhada das duas vizinhas da garotinha, a garota de programa e a pediatra, que a odeiam.

2- Já que foi à festa (inexplicavelmente), por que o trio supracitado foi o único núcleo de personagens que não teve direito a uma mesa durante a festa da Ribeiro Alves?

3 - Realmente, devia ter muito pouco lugar, porque Maneco colocou na mesma mesa Helena, Cesar, Lorena, Téo e Luciana. Na boa, por mais ricos e chiques que sejam os moradores do eixo Alto Leblon-Barra, alguém acredita em tal demonstração de civilidade?

4- Quem em sã consciência iria virar para o coleguinha do lado, durante a execução do hino nacional na festa de formatura, e dizer um texto manoelcarlista do tipo "sabe aquele livro que a professora Helena falou durante a aula? Então, saiu uma nova edição e eu comprei um para mim e outro para você"? Aceitando-se que esta cena de fato rolasse (o que eu, definitivamente, não aceito), seria possível imaginar que o agradecimento pelo presente fosse um beijinho sem sal como aquele que o personagem-sem-nome-criado-de-última-hora-para-desencalhar-marcinha deu na filha do doutor César?

5- Qual a relação de Manoel Carlos com o autor do livro supracitado para citá-lo em, pelo menos, cinco cenas no último mês da novela? E mais: por que em quatro destas cinco citações Maneco fez questão de frisar que o autor é de Niterói? Seria apenas uma forma de localizar o espectador ou uma mensagem subliminar do tipo "Estão vendo? Não é apenas a vovozinha má que mora em Niterói, nem a cartomante que descobre tudo do passado e do futuro (essa é de "Por Amor", a personagem de Suzana Vieira sempre falava nela) ou o piloto de helicóptero probetão (mais uma de "Por Amor"). Na terra de Araribóia também há seres superiores, mentes pensantes, homens dignos de morar no Alto Leblon". Eu, como filha da terra além-baía, fico extremamente comovida.

6- Se Gianechinni entrou no último capítulo para interpretar ele mesmo (um cara bonitão que gosta de pegar coroas-peruas), por que o nome do personagem era Ricardo e não Reynaldo?

7- Se no fim apareceram quase todos os casais da trama se beijando, por que Clara e Rafaela só deram um estalinho muito do sem graça e mesmo assim como Romeu e Julieta?

8- Por que ninguém demonstrou surpresa ou espanto quando Raquel revelou, durante discurso, que estava grávida de Fred? A mãe do morto chegou a abrir a boca em sinal de "ooohhh", mas não passou disso.

9- De onde a direção da novela tirou o casal de velhinhos que encontra Dóris na praia???? Eu não sou nenhuma netinha-que-odeia-idosos, mas depois de assistir àquela cena patética tive o ímpeto de correr para a casa da minha avó e estrangulá-la (ainda bem que moro em um edifício sem elevador e a preguiça de descer as escadas foi maior).

10- Uma das cenas mais esperadas da novela se transformou em uma das maiores decepções: o que foi a primeira noite de amor de Edvirgem???? Dieckmann fez uma cara de espanto tão grande para a câmera que tenho a impressão que o Marcos Frota entrou no set de gravação furioso e mandou suspender tudo, por isso a cena foi tão rápida.

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terça-feira, outubro 07, 2003


"Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo"

Nelson Rodrigues, o cronista predileto da Lamego

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I need

A folguinha que tirei ontem foi uma deliciosa prévia das férias: prainha, almoço com mamy, shopping, bijuterias novas... hmm...

Dezembro, eu preciso de você!!!
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quarta-feira, setembro 24, 2003


Hoje vai rolar a festa, vai rolar...
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terça-feira, setembro 16, 2003


Esse é especial...

O Pastor Amoroso
Fernando Pessoa

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acôrdo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.




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quinta-feira, agosto 28, 2003


Pérolas sobre o casamento...

* O primeiro ano é o mais difícil, os restantes são impossíveis. (Isidoro Loi)

* Não te cases por dinheiro, podes conseguir um empréstimo mais barato. (provérbio escocês)

*Quando um casal de recém casados sorri, todo mundo sabe por quê. Quando um casal de dez anos de casados sorri, todo mundo pergunta por quê. (anônimo)

* O amor é cego, mas o matrimônio devolve a visão. (refrão normando).

*Quando um homem abre a porta do carro à sua esposa, podes estar certo de uma coisa: Ou o carro é novo, ou é uma esposa nova. (anônimo)

* Casar pelar segunda vez é o triunfo da esperança sobre a experiência. (Samuel Johnson).

*Estou apaixonado pela mesma mulher faz 40 anos, se a minha esposa sabe, me mata. (Henny Youngman)

*Os solteiros deveriam pagar mais impostos; não é justo que alguns homens sejam mais felizes que outros. (Oscar Wilde)

* Quando me casei, descobri a felicidade. Mas aí, já era tarde demais... (Fernando - Batata - Rapôso)

*Vida de casado é boa. Mas de cachorro é melhor. (Leonardo - cantor)



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quarta-feira, agosto 06, 2003


"Governar é a refinada técnica de criar problemas. Cujas soluções mantenham o povo em suspense".

Ezra Pound (1885-1972), poeta americano
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terça-feira, julho 29, 2003


Amar é mudar a alma de casa

Mario Quintana
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quinta-feira, julho 24, 2003


Um dia...

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mario Quintana
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sexta-feira, julho 18, 2003


Mãe coruja

O próximo domingo é dia de comprar o jornal EXTRA. Não, não é para ler a porcaria de matéria que eu fiz. É para ver a foto do meu filho, lindo, fofo, charmoso, com roupinha de segurança. Vai sair na página 4 do caderno Bem-Viver. Não percam!!!
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sábado, junho 21, 2003


Barbeiragem

Fiz alguma barbeiragem e os textos desta coisa estão todos em itálico.
Não me conformo em viver no terceiro milênio e não saber mexer direito num blog.
Se bem que, ainda assim, estou em vantagem. Há alguns meses eu nem sabia o que era um blog... ui
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Saudade

Essa eu tirei do blog da Carol Bessa, que tirou do da Thiene, que deve ter lido em algum ligar. Gosto da internet por isso...
Bem, dados os devidos créditos, aí vai. Quer dizer, faltou o crédito principal. O texto é do Miguel Falabela.

Em alguma outra vida,
devemos ter feito algo de muito grave,
Para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé , doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe,
Saudade de uma cachoeira da infância,
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais,
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu,
Saudade de uma cidade,
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet,
A encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua detestando McDonalds,
Se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.

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segunda-feira, junho 09, 2003


Voltas que o mundo dá


Como pude me esquecer de citar que o professor e deputado federal Chico Alencar me presenteou (através de sorteio, é verdade, mas ganhei!) com um livro escrito por ele e pelo poeta Eraldo Maia. "Com Versos, Com Deus" é um livreto com conversas diárias em poemas de fé com apresentação do teólogo e filósofo Leonardo Boff.
Fui sorteada, ao fim da aula, porque nasci no mesmo dia em que Jânio Quadros renunciou. Quem diria que a situação que provocou uma das maiores (e por que não a maior) crises políticas do Brasil me renderia, quase 42 anos depois, um presentinho de um historiador, fichado no DOI-Codi, que hoje responde por parlamentar.... Voltas do mundo, coisas da vida...
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sábado, junho 07, 2003


Regra de vida

Nada como um dia depois do outro com uma noite no meio e Deus em cima.

Frase do filme "Cabra Marcado para Morrer", citada pelo Deputado Federal Chico Alencar na aula inagural da Pós-gradução em História do Brasil Pós 30, hoje, na UFF. "O tempo é o senhor da razão", disse, completando.

Sensacional
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terça-feira, junho 03, 2003


Filosofia ao meio-dia

É preciso aprender com os erros
Já que é tão difícil deixar de errar...


p.s: esse blog não quer nada com a hora do Brasil. já é meio-dia e ele ainda está marcando 8h07. ai ai ai
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segunda-feira, maio 26, 2003


Aos covardes

Esse texto é de uma amiga da Betina, minha grande amiga. Acho que é Tati o nome dela mas vou me certificar para dar o crédito.
O texto é bom de se ler. São palavras fortes, de quem não aguenta mais meio-termo, serenidade artificial, atitutes mornas e mediocridade.

"Um brinde aos passos minúsculos desses seres rastejantes. Andam na velocidade de uma boa notícia quando a ansiedade já extrapolou a lógica da espera.
Chega de meias bocas pra preencher profundos vazios. Meias bocas para beijar entradas inteiras. Meios beijos de respeito na testa. Meias palavras para dizer alguma coisa que, feita a análise fria, nada quer dizer.
Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá pra puta que te pariu. (e vá ser vago na casa da sua mãe porque embaixo da sua manga eu não fico mais!)
Este rebolado colorido que descola de seu cenário pastel, vem de meu ventre. Livre. Portanto não tente me escravizar, nem com promessas, intelectualidades, ou uma pegada daquelas.
Este rebolado é quase que instintivo, meu jeito, nada sutil, apesar de ser essa a intenção, de te mostrar que há chances de ultrapassagem.
Seja inteligente, faça jus a espécie, seja Sapiens. Perceba o sinal verde, ultrapasse.
Não sabe se quer acelerar o motorzinho? Então vá treinar com uma boneca, uma revista, uma prima, ou a chata da sua mulher, a sem sal da sua namorada ou o raio que os parta todos os mornos.
Eu não sou morna e se você não quiser se queimar, morra na temperatura do vômito. E bem longe de mim.
Ou venha me ajudar a ferver essa banheira. Vamos ficar cegos de vapor e vermelhos de vida. É sangue que corre nos meus sentimentos e não o enjôo morno de uma vida que se vai empurrando com a barriga.
Barriga que vai crescer no sofá imundo dos acomodados.
Eu ainda quero muito. Quero as três da manhã de um sábado e não as sete da tarde de uma quarta. Vamos viver uma história de verdade ou vou ter que te mandar pastar com outras vaquinhas?
Docinho vá fazer pra quem gosta de lamber o seu cuzinho porque aqui nessa boquinha só entra cher nourriture. Vá contar esse seu papinho de "Hey, you never know" pra quem conta com a sorte e sabe esperar. A sorte é sua de ser amado por mim e eu quero agora, ontem, semana passada.
Amanhã não sei mais das minhas prioridades: posso querer dormir com pijama de criança até meio-dia, pagar 500 reais numa saia amarela, comer bicho-de-pé no Amor aos Pedaços ou quem sabe dar para o seu chefe em cima da mesa dele.
Minha vontade de ser feliz é como a sua de gozar. E se eu te iludisse de tesão e levantasse rápido para retornar a minha vida? Você continuaria se fudendo sozinho para fugir da dor: é assim que vivo, masturbando minha mente de sonhos para tentar sugar alguma realização. É assim que vivo: me fudendo.
Chega de ser metade aquecida, metade apreciada, metade conhecida. Chega de ser metade comida em meios horários e meio amada em histórias pela metade.
Chega de sorrir para o que não me contenta e me cobrar paciência com um profundo respiro de indignação. Paciência é dom de amor aquietado, pobre, pela metade. Calma, raciocínio e estratégia são dons de amor que pára para racionalizar. Amor que é amor não pára, não tem intervalo, atropela.
Não caio na mesma vala de quem empurra a vida porque ela me empurra. Ela faz com que eu me jogue em cima de você, nem que seja para te espantar.
Melhor te ver correndo pra longe do que empacado em minha vida".


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domingo, maio 04, 2003


Um pouco de Chico neste fim de domingo...

"Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer..."


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quarta-feira, abril 23, 2003


A Escolha

Nem tudo a gente escolhe na vida. O nosso nome, os nossos pais, os nossos padrinhos...
Por isso, tudo aquilo que a gente escolhe tem que ser feito com cuidado, afinal somos os responsáveis pelos caminhos que tomamos.
Poizé... só que eu não me dei conta disso no verão de 1992, quando fiz o vestibular.
Acho que é por isso que a minha memória seletiva não me ajuda a lembrar do bendito dia (ou maldito??) que eu escolhi a minha profissão.
Hunf... Xá pra lá... Ainda há tempo para outras (e melhores) escolhas.
Deixo o jornal agora, depois de completar nove horas num plantão de feriado (sem receber a mais por isso!!!). Inda vou no ônibus pensando: fui eu que escolhi, fui eu que escolhi, fui eu que escolhi...
Bah!
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segunda-feira, abril 14, 2003



Ai, que meda! (1)

Momento de brilhar em sua carreira e de conseguir fazer aquilo que se propôs a fazer nesta vida para seu crescimento pessoal e seu serviço aos outros. (aos virginianos, 14/04/2003)

Ai, que meda! (2)

Na borra do café árabe, que a Flavia Arbache leu para mim no sábado, será um ano de vida nova.

Ui...


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sexta-feira, abril 11, 2003


...

"A esperança é um risco que a gente deve correr"

Tony Ramos, ontem, em "Mulheres Apaixonadas"
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quinta-feira, abril 10, 2003


Mesmice

Essa similitude dos dias me preocupa.
E também me dá um soooono.... Ai, Ai
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segunda-feira, abril 07, 2003


No Dia dos Jornalistas, pelo menos as belas palavras do genial Gabriel García Marquéz:
(Valeu, Renatinha!)

"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e
humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade.
Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode
imaginá-la.
Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo,
a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são.
Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para
isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra
termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não
concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do
que nunca no minuto seguinte."
Gabriel García Márquez
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LET’S PLAY THAT

Essa eu recebi de um amigo...

Quando eu nasci
Um anjo louco, muito louco
Veio ler a minha mão
Não era um anjo barroco
Era um anjo muito louco, torto
Com asas de avião

Eis que esse anjo me disse
Apertando minha mão
Com um sorriso entre dentes
Vai bicho desafinar
O coro dos contentes
Vai bicho desafinar
O coro dos contentes
Let’s play that
(Torquato Neto)
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terça-feira, março 18, 2003

segunda-feira, fevereiro 24, 2003


AMOR

Quando o amor acenar, siga-o
ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele
ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo.
E quando ele falar a você, acredite no que ele diz,
ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos,
assim como o vento norte devasta o jardim.

Pois, se o amor o coroa, ele também o crucifica.
Se o ajuda a crescer, também o diminui.
Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos
mais tenros que tremem ao sol, também o faz descer
às raízes e abala a sua ligação com a terra.

Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro.
Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o, livrando-o de sua palha.
Tritura-o, até torná-lo branco.
Amassa-o, até deixá-lo macio;
e então submete ao fogo para que se transforme
em pão no banquete sagrado de Deus.
Todas essas coisas pode o amor fazer
para que você conheça os segredos do seu coração,
e com esse conhecimento se torne um fragmento
do coração da Vida.

(Kahlil Gibran)
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sexta-feira, fevereiro 07, 2003


O meio-retorno

Faz tempo que estou longe do mundo dos blogs. Aos poucos vou voltando. Ou não.
Só não pude resistir a uma frase sensacional, do blog da minha amiga Renata Victal :

"O dia vai acontecer, quer você se levante ou não."
John Ciardi, poeta norte-americano

Demais!
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