| Diário de um feijão |
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segunda-feira, dezembro 08, 2003
Confronto
Bateu Amor à porta da Loucura "Deixa-me entrar, pediu, sou teu irmão. Só tu me limparás da lama escura a que me conduziu minha paixão." A Loucura desdenha recebê-lo, sabendo quanto Amor vive de engano, mas estarrece de surpresa ao vê-lo, de humano que era, assim tão inumano. E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu. Mais que ninguém mereces habitar minha casa infernal, feita de breu, enquanto me retiro, sem destino, pois não sei de mais triste desatino que este mal sem perdão, o mal de amar." Carlos Drummond de Andrade (A paixão medida) Comments:
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